Política Internacional no II Reinado
1851 a 1822 - Intervenção contra Oribe (partido Blanco) e Rosas (presidente da Província de Buenos Aires, apoiava Oribe).
Questões do Rio da Prata.
Queriam unir Banda Oriental (depois vira República Oriental do Uruguai, nem do Brasil nem da Argentina, Inglaterra não permitirá, seria poder demais controlar ambos os lados do rio da Prata) às Repúblicas Unidas do Rio da Prata. Brasil não queria. Inglaterra também não queria (Buffering state, estado tampão, algodão entre os cristais).
Na República Oriental do Uruguai, dois partidos se formam: o Blanco (estancieiros) e o Colorado (financistas, comerciantes, forte ligação com o Brasil, simpático ao Império brasileiro).
1851, situação tensa: ainda não há clara definição entre sul do Brasil e República Oriental do Uruguai. Além disso há penetração de uruguaios (califórnias, foi na época da corrida do ouro na Califórnia) que invadem o sul do Brasil para pegar riqueza rápido e voltar, roubam, matam.
Brasil nunca fez guerra contra Argentina, mas já invadiu Buenos Aires.
O que hoje são chamadas repúblicas eram amontoados de províncias comandadas por caudilhos.
1852 - Tratado de Montevidéu (Quaraí, Chuí e Jaguarão).
1861 - 1863 - Questão Christie.
1861, navio britânico príncipe de Gales naufraga no sul do Brasil, carga vai parar em SC, segundo DIP, carga de naufrágio não é de ninguém. Mas William Christie quer reparação do império brasileiro. Árbitro é chamado: Rei Leopoldo da Bélgica decide a favor do Brasil. Mas Christie continua a cobrar. Brasil nunca pagou. Marinheiros britânicos promovem quebra-quebra no Rio de Janeiro. William Christie ordena que dois encouraçados britânicos que estavam na baía de Guanabara apontem seus canhões para a cidade. População queima casas de comércio e de família de propriedade de britânicos. BRASIL ROMPE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM REINO UNIDO DE 1863 A 1865. MAS AS RELAÇÕES COMERCIAIS NÃO FORAM ROMPIDAS.
1864 - Há 2 anos, já há Argentina. Governada por Bartolomeu Mitre, simpático ao partido Blanco do Uruguai.
Há intervenção brasileira contra Aguirre (Uruguai).
Paraguai era governado por Solano Lopez, ditador, se considera afetado pela derrubada de Aguirre.
Para o Paraguai, se a bacia do rio da Prata se fecha para eles, não há como seguir em frente, como fazer comércio com o resto do mundo. Mercosul muito favorável ao Paraguai, lhe proporciona vários corredores de exportação.
1864 a 1867 - Guerra do Paraguai, a mais sangrenta guerra na qual o Brasil já se envolveu. Mais de 120 mil brasileiros mortos. No continente americano, só a guerra de Secessão foi mais sangrenta.
(Na II Guerra, morreu mais brasileiros em navios afundados do que em terra).
Solano Lopez tem noção de espaço vital, Grande Paraguai que envolve MT, SC, RS, Província de Corrientes, parte da província de Entre Rios e todo o Uruguai.
Paraguai invade MT: forte brasileiro no MT 24 soldados dizimados, marquês de Olinda é torturado pelas autoridades paraguaias.
Problema: Brasil não tinha exército, tinha guarda nacional. Mas logo se formaram batalhões de voluntários da pátria. ROMANTISMO, era honroso morrer na guerra.
Até 1865, parecia que Paraguai ia ganhar a guerra. Escravos participam desde o início. Batalhões inteiros só de escravos. Muitos lutavam no lugar dos donos. Ao final da guerra, escravos conquistavam liberdade. Nova massa de homens negros livres após a guerra. Quem mandava muitos escravos ganhava título de coronel, caso de muitos dos coronéis das oligarquias.
Efetivo do exército brasileiro mais que 100 mil homens, argentinos 3 mil, uruguaios 800. Chamam de Guerra da Tríplice Aliança, mas quem de fato lutou foi o Brasil.
Para argentinos, a guerra é boa, vendem muita carne para abastecer exército brasileiro, muitos estancieiros se tornam abastados. Quase não tem perda humana.
Paraguai arrasado.
Império brasileiro endividado e agora tem força novinha em folha contra ele, o Exército. = crise II Reinado.
De fato é guerra do Brasil contra Paraguai. Argentina nos vende carne e couro e lucra muito em território. Toda a prosperidade de Argentinos e Uruguaios (final século XIX e início do XX) é consequência da guerra.
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